Ben
Whittaker é um viúvo com 70 anos que descobriu que a aposentadoria não é tudo
aquilo de bom que as pessoas falam. Aproveitando uma oportunidade de voltar à
ativa, ele se torna estagiário sênior de um site de moda, fundado e dirigido
por Jules Ostin, com quem cria uma forte amizade.
Análise relacionado com o Livro
Desenvolvimento Humano 12ª ed. Diane
E. Papalia e Ruth D. Feldman
O filme retrata muito
bem sobre as correrias do mundo atual.
Jules (Anne Hathaway), é uma mulher jovem bem sucedida empresária, que em nove
meses, conseguiu cumprir o plano de cinco anos de sua empresa em contrapartida
mostra Ben (Robert De Niro) que se
aposentou, tem 70 anos, já viajou muito, prática atividade física, e continua
cheio de vida e conhecimento, e sente que ainda tem muito a mostrar e viver,
então toma a decisão de voltar a trabalhar, se inscrevendo para um estágio na
empresa de Jules. Ao analisar o livro de
Desenvolvimento Humano escrito por Diane E. Papalia e Ruth D. Feldman, no
capítulo 18 onde aborda aspectos do desenvolvimento psicossocial na vida adulta
tardia, nota-se que quanto mais velho o indivíduo for mais tarde ele projetará
a velhice, isso leva em conta muitas definições sobre o envelhecimento, no
relato citado a cima sobre o filme, pode-se perceber uma breve comparação com a
teoria da atividade onde associa a atividade com a satisfação de viver. De
acordo com essa teoria, nós somos o que fazemos (Moody, 2009). Como as
atividades tendem a ser vinculadas a papéis e a conexões sociais, quanto mais
ativos permanecermos nesses papéis, mais satisfeitos provavelmente estaremos.
As pessoas que envelhecem bem mantêm o máximo possível de atividades e
encontram substitutos para os papéis perdidos (Neugarten, Havighurst e Tobin,
1968).
Ben era um homem que já possuía uma bagagem de
conhecimento, tanto na área organizacional, como pessoal, sempre observava as
demandas que surgiam na empresa, e buscava promover um equilíbrio entre os
setores, e na jornada individual de cada um, percebe-se ao decorrer do filme
que ele não lidava bem com tecnologias, porem a força de vontade de aprender
coisas novas, de ser produtivo e ser útil o encorajava e fazia com que ele
aprendesse todos os dias um pouco mais com os colegas de trabalho que era mais
jovens e tinha muito respeito e admiração pelo mesmo. Sendo assim entra a
importância da produtividade onde se diz que Em um estudo de mais de
1.200 adultos idosos, tanto o número de atividades produtivas quanto o tempo despendido
nessas atividades estavam relacionados ao bem-estar subjetivo e a sentimentos
de felicidade (Baker et al., 2005). A produtividade trazia felicidade para
Ben. O livro diz que: Aposentar-se consiste na mais penosa decisão
de estilo de vida que as pessoas têm de tomar à medida que se aproximam da vida
adulta tardia. Essa decisão afeta sua situação financeira e seu estado
emocional, tanto quanto o modo como elas passam o tempo e se relacionam com a
família e os amigos e que o trabalho é uma conveniente fonte de contato social;
pessoas que se aposentaram há muito tempo têm menos contatos sociais do que
aposentados mais recentes ou aqueles que continuam trabalhando. Bem já tinha
tentado de tudo, já havia viajado muito, mas existia um vazio, uma falta, de
contato social diário, e o trabalho, o estágio, para ele era a solução desse
problema. É de conhecimento de todos a importância dos relacionamentos sociais
e as melhorias que traz para a saúde mental.
E fazendo uma relação sobre o sentido do
trabalho para Ben, pode-se observar que era visto como uma extensão da sua
identidade, pois tentou de várias formas preencher a si mesmo com outras
atividades, mas não conseguia alcançar êxito naquilo que fazia. Portanto, esse
sentido faz parte do ritmo aprendido no decorrer da sua vida e sua carreira profissional,
a partir do momento em que ele entra na empresa e é contratado, é como se
estivesse retomando a sua identidade que ele havia perdido devido a sua
aposentadoria, podendo ser identificado na cena do filme onde ele coloca vários
relógios para despertar, e o prazer que sente ao arrumar sua roupa de trabalho.
Por mais que ele enfrentasse o choque de gerações, ele acaba por
conquistar os seus colegas de trabalho e se aproxima aos poucos de Jules,
promovendo um equilíbrio na empresa. Mesmo enfrentando preconceito no início,
não deixou de ser ele mesmo para se manter no local de trabalho. Segundo Albornoz (2004) “o
trabalho está na base de toda sociedade, estabelecendo as formas de relação
entre indivíduos, entre as classes sociais, criando relações de poder e
propriedade, determinando o ritmo cotidiano”. O trabalho é parte integrante do
sujeito. O filme em si é maravilhoso pois nele pode-se concluir que o mercado
de trabalho está cheio de desafios, a tecnologia tem proporcionado uma série de
oportunidades de novos empreendimentos, porém é necessário vários fatores para
que se possa fazer a diferença. E a inovação, criatividade, comunicação, forma
de liderança, proatividade, decisões assertivas, ambiente e condições de
trabalho são fatores fundamentais para que se tenha uma bia qualidade de vida
no âmbito organizacional, ficou claro que para
Ben, o sentido do trabalho estava em ser útil para as outras pessoas, ou seja,
a aposentadoria, a morte da sua esposa, trouxe um vazio no qual ele estava incomodado,
então quando surgiu a proposta de estagio, ele foi em busca de um sentido para
vida. Cabe ainda destacar o quanto Bem se tornou mais alegre e motivado,
atribui a isso o fato de estar no mercado de trabalho desenvolvendo o que
aprendeu ao longo da vida, assim trazendo um sentido para viver. E no livro de
Papalia afirma isso quando diz que: Assim como acontece nas fases
anteriores da vida, os relacionamentos sociais seguem lado a lado com a saúde
(Bosworth e Schaie, 1997; Vaillant et al., 1998). Pessoas socialmente isoladas
tendem a ser solitárias, e a solidão pode acelerar o declínio físico e
cognitivo (Hawkley e Cacioppo, 2007; Holtzman et al., 2004). Além do mais,
sentimentos de inutilidade são um forte fator de risco para deficiências e
mortalidade (Gruenewald et al., 2007). Vínculos sociais podem literalmente
salvar vidas. Em um estudo longitudinal envolvendo 28.369 homens, aqueles mais
socialmente isolados estavam 53% mais propensos do que os mais socialmente
conectados a morrer de doenças cardiovasculares, e duas vezes mais propensos a
morrer por acidente ou suicídio (Eng et al., 2002). E Segundo a teoria da seletividade
socioemocional, as pessoas mais velhas preferem passar seu tempo com outras que
aumentem seu bem- -estar emocional. O filme traz diversas lições para serem
acrescentadas na vida atual como: ser mais autêntico, mais generoso, mais
calmo, aprender a valorizar as pessoas. Pois Ben
exerceu uma influência tão positiva na vida e na carreira de Jules que fez com
que ela mudasse seus conceitos, que no início o rejeitava e o evitava, tendo
como julgamento e preconceito em mercê da idade de Ben, porem tudo mudou ao
decorrer dos tempos e das situações, ela começou a reconhecer que um senhor de
70 anos era capaz não só de ajudar a empresa dela, mas também a vida pessoal e
questões emocionais da mesma. E assim conclui-se essa analise tendo como bem um
grande exemplo de vida pois era um homem aposentado de 70 anos que poderia ter
ficado em casa reclamando de sua vida sem graça. Mas não, ele resolveu mudar!
Ele não desistiu nem mesmo nos primeiros dias difíceis na empresa, quando se
sentia um “peixe fora d’agua”. Ele seguiu em frente e disse pra ele mesmo
“vamos fazer acontecer”. E assim, ele fez a diferença.
Espero que tenham gostado, Beijooos da Lu Sousa :)
